sexta-feira, 23 de julho de 2010

Robertão!


Sim, sou fã de Roberto Carlos.


Normalmente, essas situações inusitadas acontecem por motivos inusitados, claro. Meu motivo maior é meu Pai, com seu violão Gianini, cantando Nossa Canção a fortes pulmões na varanda da minha casa, e também As Curvas da Estrada de Santos, ainda As Canções que Você Fez Pra Mim, e mais muitas que nem o nome sei.


O Roberto Carlos que eu conheço não é o mesmo que a maioria das pessoas conhece. E quando eu digo que gosto do Rei, ou canto baixinho uma de suas músicas, costumam me olhar torto, achar que eu estou brincando. Bom ser diferente. Não sinto falta das bandas emo tocando no meu computador. Não sinto falta dos ritmos eletrônicos da moda - psy, trance, techno, psytrance, psytechno, technotrance, psytrancetechno, blá blá blá tutch tutch tutch tutch.

O Daniel, lá de Jf,sempre dizia que eu parecia velha ouvindo o Roberto. O toque do seu celular era Fresno, não lembro bem - mas ele é um cara legal. Realmente, admiro os mais velhos. Música pra eles é aquela que traz lembranças, que emociona de alguma maneira. E, vejam só, não são só eles que pensam assim. É desse modo que as pessoas costumam assimilar a música. Tirando, claro, desse caldo, quem ouve o que lhe plastifica melhor aos outros. 90% de quem eu conheço é assim, normal no meu círculo social, algo normal na minha idade.

Respeito o motorista do último taxi que peguei, que cantava um Zezé di Camargo emocionado, nem me dirigia a palavra. A letra era piegas, a melodia um chavão completo, mas ah, seus sentimentos naquele momento se manifestavam vivos. O que esttou tentando passar nesse post que hoje é dedicado ao meu querido, meu velho e meu amigo , além claro de ser meu pai, é que independente do que diz a mídia, a música sendo ela brega ou não lava a alma.


Disso eu tenho certeza!

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