quinta-feira, 24 de junho de 2010

Com vocês João Gilberto!


Poucos artistas são tão comentados quanto o baiano João Gilberto.Os defensores o consideram genial, praticamente o inventor da música brasileira moderna. Os detratores dizem que ele é chato, excêntrico e falta aos shows, além de cantar apenas fazendo nhém-nhém-nhém.

Tudo isso é compreensível. De fato aborrece um pouco essa idolatria permanente, da parte de pessoas que o tratam como um Deus que não pode jamais, em momento algum, ser questionado por qualquer razão que seja. Também é chato ver pessoas agindo como se antes de ele gravar “Chega de Saudade” não houvesse vida musical inteligente neste país. De resto, ninguém gosta muito desse tipo de idolatria mesmo. Até Pelé, como não pode ser questionado enquanto supercraque, é o tempo todo ridicularizado por seus comentários (claro que ele fez análises tolas e previsões desastrosas. Mas se fôssemos jogar pedras em todos os que fazem ou fizeram isso, quem estaria na mídia esportiva hoje em dia? Sobraria alguém imune a esses dissabores?).

Mas isso não pode nos cegar a alguns fatos claros e límpidos. Primeiro, que ele não tem culpa pelo fanatismo cego de seus seguidores. E se ele é chato, excêntrico e falta shows, isso diz respeito somente a quem convive com ele ou insiste em comprar ingressos mesmo sabendo que ele pode simplesmente não aparecer.

Mas há duas coisas que se sobrepõem a todas as outras. João Gilberto canta muito. Excessivamente. Na minha modesta opinião, fica apenas atrás de seu ídolo Orlando Silva, disputando cabeça a cabeça o segundo lugar com o monstro Francisco Alves.

Finalmente: ele REALMENTE revolucionou a música brasileira. Não a inventou, antes dele teve muita gente muito boa e até genial. Mas negar que depois de João Gilberto a música brasileira nunca mais foi a mesma é fazer questão de ser estúpido.

Abraços :)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Jonnhy and June!



Curioso como eu uma apaixonada pelo cinema nunca tinha visto esse filme! Sim não me envergonho de falar, afinal de contas são tantas indicações que vez ou outra acabo por deixar algumas para depois . Tardou mas não falhou! O mais novo clássico visto foi Jonnhy e June ( walk the line USA 2005).Vi e revi. De certo a impressão que tive se comprara com a de muitos.

O Filme se assemelha em muito ao desenho de Tom e Jerry, onde a preseguição promete levar a casa no chão, mas no final da conta sobram apenas alguns pratos quebrados, o gato e o rato devidamente amanssados.

Me interessou perceber que o longa tem aquele "ar" de filme antigo e que Joaquin Phoenix deve ter ouvido muito a derradeira gravação de Cash, um melancólico muro de pedra chamado American IV: The Man Comes Around. Isso ajudaria a explicar como ele consegue ser tão mais denso e próximo do doce-amargo Cash que o resto do filme, mesmo preso a um roteiro que busca amaciar a trajetória do anti-herói.

A seu lado, Reese Whiterspoon impressiona ao se esquecer como namoradinha da América e faz o melhor papel de sua vida. Juntos, eles vencem a fase do gato e do rato, ao contrário do filme: divertido, mas longe da estatura de seu biografado.

Acho que o filme se foca mais em mostrar Cash como um perdedor que fez sucesso cantando sua vida vira-lata e não enfatiza muito de fato quem foi o músico. Questões como as drogas e o alcoolismo são abordados de forma clara, porém a cinebiografia mostrada pelo diretor James Mangold, busca uma maior enfâse no amor de Jonnhy e June, uma aposta que a julgar pelo título do filme é sim muito respeitável, porém deixa a desejar tendo em vista a imensidão do material que poderia ter sido trabalhado.

De qualquer maneira é um filme que merecer sim ser visto! São lindas as cenas de amor, e você consegue perceber como eles eram apaixonados, sem mencionar que o ator que interpreta o rei do rock Elvis Presley é a cara dele! Impossível ser mais parecido!

Fica aqui então mais uma dica legal de cinema para vocês!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Madeleine Peyroux!


Hoje venho postar com um misto de sentimentos! Me causa enorme satisfação poder falar dela. Grande cantora e violinista, concordo sim quando a comparam como sendo a Billie holiday dos nossos tempos. Meu pesar é por não poder estar presente em uma de suas poucas apresentações aqui no Brasil! Isso sim me causa uma pontinha de inveja.
Acontece hoje em São Paulo sua única apresentação na cidade. E eu não vou! Uma pena, porque todos, deveriam ter a oportunidade de apreciar essa obra prima da música americana!
Enganam-se os que dizem que sou pouco eclética. Eu apenas insisto em apreciar o que há de melhor e sim pra mim ela é uma das melhores.
Uma mistura gostosa de jazz e blues com aquela voz rouca, é a combinação perfeita.
Esse fenômeno musical chamada Madeleine Peyroux, surgiu no cenário musical em 1996 lançando seu primeiro disco "dreamland" que por sinal leva o mesmo nome de uma de minhas canções favoritas. Nele ela intrerpreta canções de Billie Holyday, Basy Smith e Patsy Cline, além de três composições próprias. Para aqueles que não conhecem, esses sãos alguns dos nomes mais renomado do Jazz mundial, e sim ela foi fantástica, colocou suas emoções e fez os clássicos se tornarem ainda mais lindos!
Toda essa musicalidade teve seu reconhecimento, e logo de cara a reviste Time classificou seu álbum como "a mais excitante, envolvente performance vocal feita por uma nova cantora no ano".
De fato sua obra é fantástica.
Confira e se envolta também!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cinema Paradiso!


Todas as vezes que venho postar no blog, me sinto extremamente tentada a postar sobre cinema.
Talvez toda essa inclinação de falar sobre a sétima arte seja devido o fato de que hoje em dia não se faz mais filmes como antigamente.
A obra prima da qual quero dividir hoje com vocês é um filme italiano do ano de 1988 em que Giuseppe Tornatore realizou o sonho de um grande número de cineastas ao produzir com seu "Cinema Paradiso" uma verdadeira declaração de amor. Não se trata de mais um filme romântico bem-sucedido, nem tampouco de um clássico do porte de "Casablanca" em que Ingrid Bergman e Humprey Bogart imortalizaram o Marrocos e nos deixaram enternecidos em função de seu romance. Tornatore notabilizou-se por ter feito um filme que sacramenta a paixão que os cineastas sentem por seu objeto de trabalho, pela essência de seu cotidiano, pela arte que brota através das câmeras em celulóides, por aquilo que nos permite vivenciar e fantasiar emoções ao redor do mundo todo, o cinema.
Acho que é toda essa paixão mostrada no filme que me fascina! Que o exemplo da persistência de Totó nos anime. Que o amor pelo cinema mostrado em "Cinema Paradiso" seja uma luz a nos guiar para a realização dos nossos desejos! Assista e emocione-se!

Sinopse do filme:

Salvatore di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe

avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista. Foi ali que Totó aprendeu a amar o cinema.

Após um caso de amor frustrado com Elena, a filha do banqueiro da cidade, Totó deixa a cidade e vai para Roma, retornando somente trinta anos depois, por causa da morte de Alfredo.

:)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sou uma apaixonda pelo samba, e confesso sim a culpa é dele! Desde muito nova, ouvindo as músicas de meu pai, comecei a admirar a poesia e a maestria desse tão nobre compositor. Não poderia nunca falar de música boa, sem fazer referência a ele. Cartola para mim é um dos maiores nomes do samba do país. Me arrisco aqui a tentar passar em poucas palavras a trajetória dele que com toda sua simplicidade, se tornou um dos mais geniais sambistas que o povo ja ouviu falar!

Agenor de Oliveira, o cartola nasceu a 11 de Outubro de 1908 no Rio de Janeiro, no bairro do Catete. Neste dia, o Brasil e o mundo, não sabiam mas estavam recebendo um de seus cidadãos mais ilustres.

Em 1919 mudou-se para o Buraco quente com a família, (um bairro da mangueira) ele e seus companheiros fundaram então a G.R.E.S Estação primeira de Mangueira.

Sua contribuição a cultura brasileira é inestimável! Sua concepção harmonica, suas melodias e versos são simplesmente maravilhosos. Mestres da Música como os maestros Villa Lobos e Stokovsky foram ao Buraco Quente conhece-lo e tomar conhecimento de sua obra.

A delicadeza visceral de Angenor de Oliveira é patente quer na composição, quer na execução. Como bem observou Jota Efegê, seu padrinho de casamento, trata-se de um distinto senhor emoldurado pelo Morro da Mangueira. A imagem do malandro não coincide com a sua. A dura experiência de viver como pedreiro, tipógrafo e lavador de carros, desconhecido e trazendo consigo o dom musical, a centelha, não o afetou, não fez dele um homem ácido e revoltado. A fama chegou até sua porta sem ser procurada. O discreto Cartola recebeu-a com cortesia. Os dois conviveram civilizadamente, e então descobriu que todos que tinham a chance de ouvir suascanções, ou ve-lo tocar e cantar. O povo então passou a ama-lo e puderam entender um pouco mais a vida, e como lidar com o dia a dia de uma maneira mais poética.

Ele tem a elegância moral de Pixinguinha, outro a quem a natureza privilegiou com a sensibilidade criativa, e que também soube ser mestre de delicadeza.

Cartola partiu desse mundo deixando suas canções e seu amor. Ignorou a injustiça pois esteve sempre ocupado, com o que tinha no coração. Tinha sabedoria suficiente para saber o quantoestava adiante de seu tempo e hoje em dia, o mundo inteiro percebe!



Corra e olhe o céu!



Linda!
Te sinto mais bela
E fico na espera
Me sinto tão só
Mas!
O tempo que passa
Em dor maior
Bem maior...

Linda!
No que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia
Aaai!
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia...