sexta-feira, 28 de maio de 2010

Le Fabuleux Destin D‘Amèlie Poulain,!!!


Curioso pensar que o post de hoje começou por uma brincadeira da tarde de domingo. Me fizeram analogia entre a cara da cantora Sandy (diga-se de passagem um chata com cara de quem vive a suspirar pela vida) com a nossa Amelie. Fiquei pensando e me deu vontade de rever. ahhhh como eu adoro esse filme.De fato as caras e os suspiros parecem! Aos que ja viram, podem confirmar o quanto ele é maravilhoso, e aos que ainda não viram, fica a dica!
O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain” (Le Fabuleux Destin D‘Amèlie Poulain, França, 2001) é a cara do novo cinema francês: simpático, encantador e um bocadinho americanizado.
Calma, isso não significa que o filme seja ruim, muito pelo contrário. Basta lembrar que até os norte-americanos fizeram birra e ignoraram o filme no Oscar de 2002, deixando-o sem nenhum prêmio em cinco indicações. A fábula contemporânea do cineasta Jean-Pierre Jeunet resgata uma Paris nostálgica, multicolorida, lúdica até quando parece suja. Uma Paris de sonho, de certa forma, pois só existe na mente do diretor. Uma Paris onde cabe um filme delicioso.
O filme que nos deu a conhecer Audrey Tatou, o seu olhar magnético e cativante. É nela que o filme se apoia e é dela que extraímos a força deste maravilhoso filme. O filme é uma fabula parisiense que tem como figura principal Amélie pessoa que vive para tornar o mundo das pessoas que a rodeiam um pouco melhor. Uma figura paladina que tal Zorro ajuda os mais necessitado e pune os injustos. Dito isto parece que estamos a falar do ultimo filme de Chuck Norris ou do malogrado Charles Bronson… mas não, este filme francês é uma autentica bomba de boa disposição.Uma comedia romântica que vive para os seus personagens bizarramente deliciosos que fazem deste Amélie uma autentica iguaria que urge a ser consumido.
Enfim, com tanta celebração dos pequenos eventos da vida, O fabuloso destino de Amélie Poulain é um daqueles filmes que você deve recomendar à sua mãe, sua tia, seus amigos, e claro porque não ao seu amor!


Eu adoro!


quarta-feira, 26 de maio de 2010




Era um domingo de sol. Um domingo de sol tão forte, que culpei minha própria natureza feminina por estar sozinha e não ter nada pra fazer naquele dia, e xingando um bom tempo,me vesti de menininha,com sandálias altas e bolsa da moda e resolvi me dar um dia de folga dentro de uma livraria. Quando eu sentei, ele já estava lá. Jogado na mesa, com um ar blaseé,quase que rindo de mim. Cheguei perto,olhei de rabo de olho,parei um segundo e não conseguindo me conter,me arremessei sobre o livro e o tomei pelos braços como se ele sempre tivesse sido meu. Só meu. A ironia é que eu nunca tinha ouvido falar dele e que a autora,me causava raiva só de ouvir falar. Mas quando eu abri, ela estava lá. A Ana, a MINHA Ana, dentro da MINHA história vivendo as MINHAS paixões e o MEU tédio. O livro, é “Vergonha dos pés” da Fernanda Young. A história, é a história da minha vida, a história da MINHA Ana,personagem idealizada e igual até no nome, que apenas imagina as histórias, mas não consegue colocá-las no papel. Grande escritora de merda eu sou. Grande escritora de merda, que imagina um romance completo, personagens devidamente nomeados e com personalidade formada e ironicamente plagiados. Eu não plagiei, eu não pedi para isso acontecer,mas quando eu cheguei lá, ele já estava me esperando, me fazendo língua e me apontando a minha terrível decadência literária. E então eu voltei para casa em um dia cinza, carregando nas costas o peso e o tédio das duas Anas,e pior que isso,carregando o meu. Eu não comprei o livro. Talvez por medo, talvez por raiva,talvez por insegurança, talvez...

Mas não consigo me imaginar nem mais um dia sem ele. Enquanto isso a minha Ana continua presa dentro de mim.



E agora um pouco da Ana da Fernanda...

“Ana, a personagem central de Vergonha dos Pés, alimenta o sonho de ser escritora. Ela cria histórias fantásticas, imagina tramas sórdidas, elabora diálogos. Mas tudo se passa somente em sua cabeça. Suas histórias jamais chegam ao papel.Vergonha dos Pés, é uma atordoante viagem aos pensamentos de Ana. O encontro com Jaime, a paixão fulminante entre os dois, o tédio que lhe provoca a vida universitária aparecem entremeados aos personagens que existem somente em sua imaginação, vivendo emoções extremadas, não muito diferentes das da própria Ana.”

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Jules e Jim!



Para aqueles que apreciam uma boa dica de cinema, hoje irei recomendar um filme fantástico que conheci através de um grande amigo, apreciador de cinema e boa música assim como eu.


Trata-se de Jules e Jim - Uma mulher para dois (Jules et Jim) de 1962, filme do extraordinário diretor francês e um dos fundadores da Nouvelle Vague, François Truffaut.


Uma história de amor das mais belas e verdadeiras.


Falamos de uma amizade entre o alemão Jules (Oskar Werner) e o francês Jim (Henri Serre), amizade essa tão forte na qual os dois amigos inseparáveis dividem, inclusive, suas namoradas, além de lutarem em lados opostos na Guerra e, ainda sim, continuarem grandes companheiros.


Até o momento no qual aparece bela Catherine (Jeanne Moreau), que ao meu ver é uma personagem com enorme sensualismo e presença, e os dois acabam perdidamente apaixonados por ela, cedendo a todos os seus caprichos. Começa então um triângulo inseparável.


Jules acaba se casando com Catherine. Porém, esse casamento vai de mal a pior, e Catherine se mostra leviana e egoísta.


Jim acaba reaparecendo após a guerra para conturbar ainda mais o relacionamento do amigo com sua também amada. O desfecho dessa complicada trama é trágico.


Um filme que mostra como o amor pode ser belo, simples, gostoso e ao mesmo tempo tão complicado tendo em vistas as vaidades e caprichos. E como a amizade pode ser um laço fraterno.




APROVEITEM!




=)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Muito prazer, Florbela Espanca!


Sei la’! Sei la’! Eu sei la’ bem

Quem sou? Um fogo-fatuo, uma miragem…

Sou um reflexo… um canto de paisagem

Ou apenas cenario! Um vaivem
Como a sorte: hoje aqui, depois alem!

Sei la’ quem sou? Sei la’!

Sou a roupagemDe um doido que partiu numa romagem

E nunca mais voltou! Eu sei la’ quem!…
Sou um verme que um dia quis ser astro…

Uma estatua truncada de alabastro..

Uma chaga sangrenta do Senhor…
Sei la’ quem sou?! Sei la’!

Cumprindo os fados,Num mundo de maldades e pecados,

Sou mais um mau, sou mais um pecador…

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Acabou Chorare!




O assunto hoje é música!


Ontem a noite desanimada depois de terminar de ler o cansativo e sem graça livro " Cabeça de Porco" de Celso Atayde e MV Bill , me deparei com algo que a muito não tinha o prazer de admirar: o cd acabou chorare!


Aos que conhecem a obra espiritusa dos Novos Baianos , apresentações são dispensadas, e aos que não conhecem, vale a pena conferir esse grupo que se formou na Bahia na década de 60 tendo como integrantes na época ,Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Dadi, Galvão, Jorginho, Baixinho, Bolacha e Baby.


Depois da estreiar na TV record em 1969 e gravarem seu primeiro disco intitulado "É ferro na boneca" eles se mudaram para o Rio de Janeiro em 1971, onde a partir daí tiveram o privilégio de conviver por um bom tempo com João Gilberto, que em muito influenciou o estilo musical do grupo.


Na época os jovens músicos passaram do rock à MPB, e justamente por causa dessa influência que em 1972 ,ousaram na mistura dos mais variados estilos musicais como rock, samba, frevo e choro e lançaram então o cd "Acabou chorare".

Uma obra prima da música popular brasileira!


Disco esse que diga-se de passagem influenciou intérpretes, compositores e bandas dali em diante.

Em 1978 o grupo se desfez e praticamente todos os integrantes seguiram carreira solo.


Então é isso!


Abraços =)




quinta-feira, 13 de maio de 2010


Godard iniciou sua carreira com um cinema de vanguarda, com temas polêmicos que trataram dos dilemas e perplexidades do século 20
Seu primeiro longa metragem, "Acossado" (1959), foi ponto de referência na cinematografia francesa, com um relato anti-heróico que rompia com muitas convenções.
Audacioso, o cineasta adotou inovações narrativas e filmou com a câmera na mão, rompendo regras até então invioláveis.
Sua obra mostra a evolução de um estilo pessoal que mesclava a ficção com partes quase documentais, ou comentários do autor.
Atualmente relegado ao segundo plano do cinema mundial, o diretor está de volta na edição deste ano do Festival de Cannes com a exibição do filme Socialism .
Juntamente com o lançamento do longa metragem Godard preparou algo inusitado!
No mesmo dia da exibição do festival, havera disponível uma exibição pela internet por 48 horas através do site http://www.filmotv.fr/

Aos amantes do bom e velho cinema francês, fica na expectativao sucesso de um dos mais genias percussores da Nouvelle Vague.
Vamos conferir!!!




Robin Hood, o filme!


Aguardado por uma legião de fãs, seja do diretor Ridley Scott, do ator Russel Crowel ou até mesmo do personagem principal, Robin Hood,chega aos cinemas brasileiros no mesmo momento que nos cinemas americanos , o filme do lendário arqueiro da floresta de Sherwood ( diga-se de passagem a mesma habitada pelo simpático Pica-pau)
Em sua infindável rixa com o xerife de Nottinghan (aqui interpretado por Matthew Macfadye), ando me perguntando o que faz desse filme, um atrativo, uma vez que o herói ja retratado em filmes dezenas de vezes antes, não traz inovação na fórmula.
Será que a troca das sandálias de gladiador de Crowell, por flechas e botas será o suficiente para o sucesso do filme?
Eu aposto que não!
Mas vamos aguardar a estréia sexta feira. So ela revelará a verdade!

Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia

Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor

Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?



Ah Vinícius ja dizia o velho e sábio Chico: Poeta, Poetinha , Vagabundo!
Quem dera , todo mundo fosse igual você!
Vou começar a esse blog com o pé direito postando a infalível receita do velho saravá!
Os anos passam e essa música continua atualíssima no bem querer feminino.
O velho foi inigualável nos recursos poéticos!
Agora interprete a composição e se delicie com a maestria da construção do poeta!

Abraços