segunda-feira, 26 de julho de 2010

No más hermanos!


Ouvi com curiosidade esse final de semana o álbum de Marcelo Camelo - seu primeiro em carreira solo. Com curiosidade e dor, pois foi horrível. Talvez meu sub-consciente de alguma maneira me dizia que era perda de tempo, que eu não gostaria, por isso tamanha demora.
Eu me pergunto: quem esse cara pensa que é? As músicas e seus arranjos soam pedantes o tempo todo. Arrogantes, inclusive. É uma MPB com ar boçal, composições forçadas que resultam em sonoridades insípidas.
Gosto de muita coisa que o barbudo fez à frente do Los Hermanos. E esperava coisa boa tanto dele quanto de Amarante, de bons compositores que ambos se mostraram. Camelo já decepcionou, Amarante com seu Little Joy, seu ar blaseé, suas canções delicinhas de ninar me encantaram, apesar de achar que Little Joy que é demais enjoa.
A verdade é que no último CD do grupo, '4', algumas coisas já ficavam claras: o casal andava em caminhos diferentes; o caminho que se mostrava mais negro era mesmo o de Camelo. O clima já era um pouco modorrento, sem sal, bestinha. Não tanto quanto agora, mas já.
Os shows que o barbudo tem feito vão contra minha opinião: fãs cantam ardorosamente o CD inteiro, num clima parecido com o que já se via nos 'Cultos' dos Hermanos. Sim, um Culto. Uma vez quase fui esmagada em um show deles , pois parecia que as pessoas disputavam o posto de groupie mais ardorosa. Acho que esse clima de devoção abestalhada se reproduzirá ainda por muito tempo, já que na falta dos hermanos o que sobra ainda é o Camelo.
Critérios? Ouçam o troço e entenderão...

Estou ranzinza, sim.

Um comentário:

  1. Oi Ana!
    Concordo com isso que vc diz sobre o Camelo... não sou um fã dos Hermanos, mas reconheço que a proposta deles era (é) muito bem feita. Mas o abismo do sucesso deve ter causado vertigem, mais ao Camelo que ao Amarante, como vc disse sobre os projetos deles.
    Espero que passe essa egotrip deles pros caras lançarem coisas melhores.
    Abração!

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