terça-feira, 31 de maio de 2011

A Ressaca!

Nos últimos anos, a ode nerd em filmes tem dado bons frutos, principalmente em projetos de comédia. É justamente para esse nicho que “A Ressaca” foi feito, tentando ainda contemplar os amantes dos anos 80 e seus exageros apaixonantes.
O filme conta a história de três amigos de infância que não se vêem há muito tempo e que, angustiados com suas próprias vidas, resolvem fazer uma viagem para retomar a amizade. Lá, embarcam de volta aos anos 80.
A primeira reação ao ver o trailer e o cartaz de “A Ressaca” é compará-lo a “Se Beber Não Case”, o que é um erro tremendo. Aliás, o próprio estúdio tentou vender o filme assim para ir na carona do sucesso do seu par, mas a verdade é que a premissa de “A Ressaca” é diferente. Isso pode soar como um insulto ao filme, mas eu achei ele uma versão masculina de “De Repente 30”. Isto é, se nesse último o foco é mais romântico e tem uma história mais amarradinha, o outro é, além de #nerdpride e #80spride, um típico exemplar da comédia em que os personagens enfrentam altas aventuras do barulho (valeu, @marciosmelo).
Somos apresentados, então, aos três amigos: Adam (John Cusack) está se divorciando e tem a companhia do sobrinho bobão Jacob (Clark Duke), que vive em seu porão. Nick (Craig Robinson) largou uma carreira promissora de cantor para trabalhar numa pet shop, enquanto Lou (Rob Cordry) é o doidão da turma, inconseqüente e pronto para entrar em qualquer confusão. São esses os personagens que vão viajar no tempo através de uma jacuzzi, que fica no quarto de um hotel em que, no passado, os amigos costumavam passar momentos inesquecíveis de férias. O cenário atual, no entanto, aponta para a decadência do local, pouco visitado e que em nada lembra os anos 80.
Os caras são levados para o passado, justamente numa festa em 1986 em que vários fatos importantes aconteceram da vida de cada um. A ideia é terminar a noite sem mudar nada do que aconteceu, mas é claro que não é isso que veremos na tela. Várias confusões e, como bem manda a atual cartilha de Todd Phillips e Jude Apatow, referências aos montes à década de 80, games, filmes e cultura nerd em geral. Para quem gosta disso tudo, o filme é um prato cheio. Foi por isso que fui chamado a atenção, mas faltou mais tempero ao roteiro e um trato melhor em algumas cenas. “A Ressaca” é rodado quase que em sua totalidade em estúdio, o que nunca é bom para um filme. Poucas cenas externas tiram o brilho e a dinâmica de várias cenas, mas também não é algo que vá torná-lo uma porcaria.
Jogando com essas referências, mesmo “A Ressaca” não tendo um roteiro genial nem original, cumpre o papel de diversos momentos engraçados e referências inteligentes – que torna tudo bem mais divertido para o espectador, que tenta acompanhar as citações e relembrar momentos hilários dos anos 80.

Nos últimos anos, a ode nerd em filmes tem dado bons frutos, principalmente em projetos de comédia. É justamente para esse nicho que “A Ressaca” foi feito, tentando ainda contemplar os amantes dos anos 80 e seus exageros apaixonantes.

O filme conta a história de três amigos de infância que não se vêem há muito tempo e que, angustiados com suas próprias vidas, resolvem fazer uma viagem para retomar a amizade. Lá, embarcam de volta aos anos 80.

A primeira reação ao ver o trailer e o cartaz de “A Ressaca” é compará-lo a “Se Beber Não Case”, o que é um erro tremendo. Aliás, o próprio estúdio tentou vender o filme assim para ir na carona do sucesso do seu par, mas a verdade é que a premissa de “A Ressaca” é diferente. Isso pode soar como um insulto ao filme, mas eu achei ele uma versão masculina de “De Repente 30”. Isto é, se nesse último o foco é mais romântico e tem uma história mais amarradinha, o outro é, além de #nerdpride e #80spride, um típico exemplar da comédia em que os personagens enfrentam altas aventuras do barulho.

Somos apresentados, então, aos três amigos: Adam (John Cusack) está se divorciando e tem a companhia do sobrinho bobão Jacob (Clark Duke), que vive em seu porão. Nick (Craig Robinson) largou uma carreira promissora de cantor para trabalhar numa pet shop, enquanto Lou (Rob Cordry) é o doidão da turma, inconseqüente e pronto para entrar em qualquer confusão. São esses os personagens que vão viajar no tempo através de uma jacuzzi, que fica no quarto de um hotel em que, no passado, os amigos costumavam passar momentos inesquecíveis de férias. O cenário atual, no entanto, aponta para a decadência do local, pouco visitado e que em nada lembra os anos 80.

Os caras são levados para o passado, justamente numa festa em 1986 em que vários fatos importantes aconteceram da vida de cada um. A ideia é terminar a noite sem mudar nada do que aconteceu, mas é claro que não é isso que veremos na tela. Várias confusões e, como bem manda a atual cartilha de Todd Phillips e Jude Apatow, referências aos montes à década de 80, games, filmes e cultura nerd em geral. Para quem gosta disso tudo, o filme é um prato cheio. Foi por isso que fui chamada a atenção, mas faltou mais tempero ao roteiro e um trato melhor em algumas cenas. “A Ressaca” é rodado quase que em sua totalidade em estúdio, o que nunca é bom para um filme. Poucas cenas externas tiram o brilho e a dinâmica de várias cenas, mas também não é algo que vá torná-lo ruim.

Jogando com essas referências, mesmo “A Ressaca” não tendo um roteiro genial nem original, cumpre o papel de diversos momentos engraçados e referências inteligentes – que torna tudo bem mais divertido para o espectador, que tenta acompanhar as citações e relembrar momentos hilários dos anos 80.


direção: Steve Pink

elenco : John Cusak, Clark Duke, Craing Robinson, Rob Corddry
país
: EUA
gênero
: comédia
ano
: 2010
nome original:
Hot Tub Time Machine

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