terça-feira, 26 de abril de 2011

Me de a mão, vamos sair pra ver o sol...



Espero um vento forte que me leve a outro rumo quando o mundo pegar o sul.
Levo as músicas que me traz e as que eu te dou.
À tarde, quero sentir sua falta, sabendo da sua vinda.
Te espero pra te aquecer neste primeiro inverno. E pra ganhar seus pés.
Te levo pra uma casa branca, em uma estrada que leva sempre à verdade.
Lá, a gente corre e olha o céu azul e o sol, que não para de brilhar.
Lá, a gente ouve Cartola e fala de Roberto Carlos.
Levo seus pequenos olhos. Nada pálidos, nada azuis. Tão imensos.
Como a Dolores, que fazia tudo “até morrer”, lá eu morro de tudo o que eu quiser.
"Sem pensar no que foi que sonhei, que chorei, que sofri".
Sem pensar se o que eu deixei pra trás não foi pouco.
O que eu tenho é sempre muito.
Quero o transitivo e o intransitivo do verbo.
Pra te querer muito mais.

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