sábado, 18 de dezembro de 2010


Uma geração perdida entre as músicas calmas e arranjadas da Bossa Nova e a rebeldia e senso político da Tropicália, esta foi a Jovem Guarda. Influenciada pela Beatlemania a Jovem Guarda foi uma "brasileirização" dos ritmos americanos. Ela não tinha conotação política sendo conduzida por jovens de origens mais simples, que falavam de tendências e uma "rebeldia" mais estética do que reinvindicatória, impressionando mais pela moda do que pelas idéias. Roberto e Erasmo Carlos foram os carros chefes do estilo. Nos anos 50 e 60 os seus representantes de certa estavam mais ligados na realidade além mar, que nas coisas que aconteciam e rebelavam no cenário de seu próprio seu país. Apesar de algumas apostas, a tão esperada revolução musical pela figura da Jovem Guarda não ocorreu e embora as roupas vermelhas e cintilantes de seus representantes criassem polêmicas, o movimento não passou disto. O rei Roberto Carlos ganhou um programa de televisão, e como não poderia deixar de ser, com a forte influência deste programa virou lenda e influenciou a juventude, na verdade ainda influencia até hoje, sendo um dos poucos sobreviventes do estilo. Um fato interessante deste período foi a força exercida pela influência americana sobre o cenário cultural do país e também a "alienação" de grande parte da juventude com relação aos fatos políticos que começavam a mudar o país, mas ligada em ritmos do que em fatos importantes, um tanto parecido com o que vivemos hoje por aqui não? Também dá para perceber a mídia, que a exemplo de hoje, ainda exerce muito bem seu papel, sempre criando ícones e tendências. A Jovem Guarda marcou o período das coisificações dos personagens , onde se formaram os ícones produtos, vendendo todo produto que se ligasse a imagem dos cantores famosos.
E porque eu to falando isso tudo? Ah é que me peguei cantarolando " Aninha tropeçou e copos derrubou, e casa do bolinha num inferno se tornou". A maioria não deve ter nunca ouvido. Pode parecer, só mais um refrão sem sentido, mas essa musiquinha que meu pai cantou a vida toda para mim e diga-se de passagem canta ate hoje no auge dos meus 26 anos é também um pouco da jovem guarda.
Isso tudo faz parte da geração dele, com calças Boca sino , cabelos alvoroçados ,camisas estampadas e bandas de garagem.
Infelizmente, eu não nasci a tempo de árticipar da década de 60. Sou apreciadora e de alguma. forma , através das músicas, das histórias do meu velho, sinto que um pedacinho de mim faz parte disso tudo. Não sei bem como, mas faz. E não poderia ser diferente, com a herança musical paterna que eu carrego.!
Fica aqui a minha homenagem.
Salve o Iêiêiê!

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