terça-feira, 19 de outubro de 2010

CITIZEN KANE (Orson Welles 1941)


Apesar de muitos não conhecerem a fabulosa obra de Orson Welles, esse que foi o primeiro longa metragem do garoto prodígio de 25 anos antes dedicado aos tablados de teatro e as narrações radiofônicas, tornou-se um marco do cinema.

O filme rodado em 1941 figura muitas listas de críticos e revistas especializadas em cinema, como sendo a menina dos olhos dos cinéfilos, e aparece sempre em primeiro lugar quando o assunto são os melhores filmes de todos os tempos.

O mais assustador de tudo isso é que não é exagero ou super valorização do filme. Nenhuma outra obra mudou tanto a linguagem do cinema quanto Cidadão kane.

A fama é justificada pelo uso de novas técnicas de montagem, fotografia e iluminação, salientando que até a forma de atuação de seus atores teve um “Q” de inovação.

A julgar que esse foi o pilar para a considerada época de ouro de Hollywood e sua fórmula vem sendo repetida desde então o que mais é preciso dizer? Para nós pretensos amantes do cinema, Cidadão Kane ainda nos reserva um gostinho especial no universo em que se passa a história. O filme narra a vida de Charles Foster Kane, menino pobre que se transforma num dos homens mais ricos do planeta, ganhando fama principalmente com seu envolvimento na mídia e seu comportamento controverso. Dizem que a história narra a vida do magnata e jornalista da época Willian Randolph Hearst, mas ninguém sabe ao certo, são apenas suposições. A atuação de Kane no jornalismo exibe um pouco do que já era praticado nas grandes corporações de mídia na primeira metade do século passado, não sendo algo tão exclusivo de nosso Willian.No entanto, a história de Kane não se limita a ser uma crítica a pessoas como ele próprio. Antes disso, mostra as contrariedades do ser humano em diversos momentos de sua vida, a complexidade do homem do século XX. Da incrível grandiosidade e profundidade da história, em harmonia com a revolução que causou na linguagem do cinema Cidadão Kane sai como campeão da minha lista, com justiça, e provavelmente continue assim por muito tempo.

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